percebi que não tenho mais tempo para pensar – ou no mínimo, não tenho tanto quanto antes -.
são momentos que me fazem muita falta e, mesma envolta na correria do dia-dia, os minutos – ou até mesmo horas – que eu concentrava nas minhas piras, por exemplo, na cama antes de dormir, com a cabeça encostada no travesseira me eram muito úteis.
conseguir ouvir minhas pretensões, por em ordem os meus desejos, minha idéias. tenho ciencia que esse tempo é substancial na formação do meu carater e da minha conduta (seja comigo ou com os outros), mas o que eu posso fazer se o deitar na cama já me recorda ao cansaço, me fazendo apagar em dois segundos?
a UNICA alternativa que me resta (e creio que para todos aqueles que não se encontram na mesma situação que moá) é adiar por tempo indefinido a única coisa que me faz ser que eu sou: EU, e digo isso pesando todos os meus conceitos sobre o que quero para mim como pessoa singular, já que serei minha companhia até os últimos dias. Vi em um filme de bang bang: “tenho que ser no mínimo agrádavel para mim” (ser, não ter).
compreendo que essa falta de tempo para viajar no meu pequenino cerébro tem total relação com o meu “crescimento“, esse que inclui mais (certo tipos de) responsabilidades, tais como mais trabalho, mais correira, mais coisa para se OCUPAR, ou como dizem por aí, EVOLUIR!
é claro! vivemos assim! TEMOS que fazer tudo isso para ganharmos muito dinheiro e assim, ficarmos numa bôua! (mas com um monte de merda e pensamentos vazio na cachola. BELLA EVOLUÇÃO BELLO!)
a vida nos pede isso, olhe para o lado e perceberá:
o que você vê? o que comprar, o que consumir, o que ser, o que seguir. tudo fruto da associação do prazer, da auto afirmação e da felicidade com aquilo que vivemos (e, obviamente, vemos): sociedade de consumo.
comprar sapatos te dá alívio, ter um carro caro te faz melhor, ouvir o que o Bial tem pra dizer te dá o sentido.
é normal, é assim. pra mim, pra você, pra todos. nada mais prevísivel, visto que fomos criados assim e se há algo difícil de se escapar são dos fatos que nos fizeram ser quem somos.
* e até entendo quando dizem “quando eu era mais novo pensava igual a você…. como era bom…” , porque se você não se encaixar em certos parametros, tá fudido rapá!
vivemos em sociedade, em Seu Paulo, nesse mundo GLO-BA-LI-ZA-DO OÊÊÊÊÊÊ ! ! ! ! !
jóia!
Só que esquecemos que nesse mundo de informação que nos é “dado” há tantas coisas que passa por nós e não faz sentindo, assim, excluimo-as de nossas mentes (a famosa entropia), mas não é por isso que o outro precise passar necessariamente por esse processo em determinado assunto, ou seja, se pra você aquilo não serve, pro outro pode vir a servir, e vice-versa.
e pra mim, muita coisa não serve.
antes descobrir como funciona um formigueira agachada no chão (tentei mostrar pro meu pai mas fui sumariamente ignoraaada) do que no Discovery.
pra mim é assim e se pra você toda essa gama de modernidade e “evolução” serve, então tenho uma boa notícia pra te dar:
VOCÊ ESTÁ NO LUGAR CERTO!
WELCOME TO SEU PAULO!
jóia!
porque eu também adoraria estar escrevendo isso do meu laptop na piscina da minha cobertura. juro. a-d-o-r-a-r-i-a sair do trabalho e pegar o meu carro e ir comer um puta restaurante. a-m-a-r-i-a ter um closet com milhares de roupas. é legal, fazer o que? mas não é esse o sentido sacou. não é esse.
* se há algo que me deixa mais desanimada é quando escuto falas como essa aí. vontade de responder “você tá falando que vou ser igual a você? quero não, quero ser eu. EU!
descobri: se tem uma coisa que me ascor é gente nerd.
não me refiro aos que estudam sem parar, que se empenham ao máximo ou aqueles que, simplesmente, tem vergonha. não, nada disso. falo dos NERDS de verdade, um bando de chato, pela saco que é … nerd!
poderia dissertar páginas e páginas sobre isso, mas me cansa só de pensar.
tem em todo lugar, de todas as idades, de todos os tipos. no trabalho, na faculdade, na vida sacou.
essas pessoas que, por mais que queiram sentir a vida, não vão conseguir, porque estão muito preocupados em dar certo, em dar certo, em dar certo.
só não percebem que a questão não é dar certo, a questão é encontrar o certo pra você.
tem gente que precisa ser chata, porque não entende que não é legal ser chato.
tem gente que precisa apontar o erro dos outros pra glorificar o seu próprio.
tem gente que se acha melhor por coisas tão ínfimas e, ao mesmo tempo, possui uma insegurança de dar dó.
tem gente que faz tatuagem de código de barras e acha que é transgressor
viva, desencana, nada daqui você vai levar. só a experiência, então, POR FAVOR, aproveita!! (aproveita pra sair da bota também).
do mesmo jeito que me dá raíva, me dá pena também, porque eu sei que essas pessoas NUNCA vão entender o que eu estou falando… aí elas se procriam, tem filhos iguais a elas e se espalham pelo mundo…
e quando digo que não gosto das pessoas, o povo acha ruim.
acham ruim porque são chatos também.
_|_
Se pudesse, passaria o dia olhando minhas fotos.
não pelo umbigo, mas porque, vendo-as, talvez eu descubra aquilo que está na minha frente.
Mesmo por elas é dificil. não me vejo como as fotos. não vejo as fotos que tiro como fotos.
pode ser tudo muito confuso pra você, mas é muito claro pra mim.
Dias de sumiço no blog porque estou concentrando no picasa. Passo o dia criando tags, postando ou apagando fotos, essa baboseiras de brinquedo novo – por mais que nao seja tão brinquedo pra mim.
Esperando a coragem pra tantas coisas.
ui.
Brian M. Viveros
Com suas garotas tatuadas, de olhares misteriosos e cigarros na boca, Brian M. Viveros retrata suas mulheres fortes e sombrias, dark erotic art do melhor estilo.
Gorgeous.
Sábado é dia de festa
A festa denominada SubEstéreo é o resultado do ideal da crica Sinalab que está disposta a fazer o melhor pela cena da cultura musical na cidade de São Paulo.
O evento acontece no formato mensal ,aos sábados, no Coletivo Casa da Luz Vermelha localizado na Rua Áurea, 22.Vila Mariana.
Gêneros que vão do Hip Hop Underground ao Jazz Contemporâneo rolam nesse acontecimento que se torna um símbolo em São Paulo.
O line up fica por conta de SinaSet, Dj Makoto e Dj PG, que trazem convidados ilustres,
e juntos, fazem um set especial envolvendo o melhor do Beat, discotecando Hip Hop Underground e styles como BreakBeat, SoulDisco, TripHop e o novo cenário do Jazz.
Marcar uma forte presença nesse contexto alternativo é o objetivo do evento, junto a conquista que estão
sendo pensadas e organizadas, como, transformar a SubEstéreo em um ferramenta audiovisual de entreterimento e divulgação dos artistas que estão envolvidos nesse projeto.
Pedimos a colaboração de todos para divulgaçaõ desse acontecimento, como forma de obtermos uma participação efetiva da comunidade.
EXPO: Beatriz Chachanovits (tela) e Paula Pedrosa (foto).
LISTA R$ 10 (ATÉ AS 19HS).
PORTA R$15.
XDR – TB
Uma a cada três pessoas no mundo estão infectadas com a bactéria da tuberculose, está que se encontra em estado dormente. Tal bactéria pode se tornar ativa a qualquer momento em que o sistema imunológico seja baixado e seu tratamento é feito com 4 drogas, chamadas de Primeira Linha. Quando mal prescritas ou mal medicadas, tais drogas podem dar origem a MDR-TB, que é uma tuberculose mais avançada, com um tratamento mais demorado e com remédios mais caros e com mais efeitos colaterais, os chamados Segunda Linha.
Quando o segundo tratamento, mais uma vez, não é feito da maneira correta, as drogas perdem os efeitos, podendo causar a XDR-TB. Como o vírus se torna imune aos tratamentos que até agora foram feitos, as hipóteses de tratamento ficam limitadíssimas, mas o percentual de cura pode chegar até a 60%.
O coordenador do Dep. De Tuberculose da OMS, Paul Nunn, admite que essa nova patologia foi causada por uma falha na implementação do tratamento da tuberculose, sendo já registrada em quase todo o mundo, incluindo Leste Europeu, África, Tailândia, EUA e Portugal.
Estima-se que para reverter a situação, o valor seria de $6,7 bilhões de dólares, mas atualmente, somente metade desse $$ estão recolhidos, diferença essa que acarreta na morte de 4660 pessoas por dia, ou seja, uma a cada 20 segundos.
Descrita pela primeira vez em 2002, a cada ano 450 mil novos casos são registrados , e em países como África, esse número tem crescido em larga escala e se agravado ainda mais, pois nos locais de saúde, os pacientes são misturados com portadores de HIV, ótimo nicho para o vírus evoluir.
Há 30 anos como fotografo, James Nachtwey vem usando a fotografia como forma de documentar as desigualdades, conflitos sócias pelo mundo e guerras, sendo comparado com Robert Capa.
Em 90, cobriu o massacre em Ruanda e a intervenção humanitária na Somália, a guerra da Nicarágua, os confrontos do IRA, as ações dos esquadrões da morte na América Central e da Guerra Civil no Líbano. (lançando o livro Deeds of War).
Desde 1984 como fotografo do Time, James documentou a XDR-TB e expôs as fotos no site com o objetivo de divulgar a doença e para não nos deixar esquecer daquilo que não queremos ver.
…
Reticências. É bom, porque da intenção de continuidade, ou seja, não acabou.
A frase, o livro, a vida…Reticências.
E quando pensamos nesses três pontinhos, pensamos no futuro e no que virá depois deles.
Fotos
Okdok, abri uma conta no Picasa e agora minhas fotos estão sendo postadas lá
Legal muito legal!
Algumas fotos já foram postadas e ao decorrer do tempo, vou pondo mais outras.
noi.x















