Chavs
Os estereótipos, trabalhados em uma rede de conspiração chamada governo, política, influência. O trailler que vemos passar na nossa frente, lemos, pseudo analisamos e repetimos. A Grande Metáfora, abrindo como título, seja quando somos manipulados por qualquer entidade/instituição ou quando temos a intenção de.
A estratégia que chega nas urnas e em todo o lema combatido pelos cara pintadas, só que na vida real. Em 2008, Johm Ward, vereador inglês, propôs a esterilização obrigatória das pessoas que tiveram um segundo ou terceiro filho enquanto recebiam benefício sociais. A busca pela limpeza social viva, lá e cá.
A mesma demonização intencional promovida pelos nossos monopólios midiáticos vem sendo denominada como Chavs na Inglaterra, referindo-se aos jovens que vivem em moradias municipais. A mesma lenda, de que a pobreza não se deve aos problemas de economia, mas sim, da fraqueza do próprio ser humano.
Escolhendo a quem denominar como parasita social e ao mesmo tempo, e nunca inconsciente, dando força para a esquizofrênia da burguesa paulistana, avó amorosa quem sabe, ao se afirmar no termo classe diferenciada. E mesmo que retire a culpa de todos os envolvidos, aí se percebe que já não se sabe quem vive e quem é sombra no mundo das cavernas. Povo contra povo, há séculos já estabelecido.
O livro The Little Book Of Chav já está na sua nona edição, onde se segmentam o termo, como na explicação de serem delinquentes não educados e que não tem dinheiro para não precisarem trabalhar. Assim, qualquer pessoa que não se englobe nessa gama de desempregados estará, inevitavelmente – e agora a glória para alguns – em um patamar mais alto das relações sociais. Mesmo porque, desde o primário, não há jeito melhor para se esconder do que estigmatizando os outros.




